Rápido de Matheus Lopes (Natal, Brasil, 1997)
Este projeto fotográfico de Matheus Lopes reflete o seu interesse em superar a dificuldade de fotografar em baixa luz e de traduzir o movimento. Os resultados iniciais foram, para o artista, surpreendentes, causando um certo estranhamento, mas resultando num maior interesse: essa estranheza deveria ser aprofundada e explorada.
Existe aqui um diálogo entre subjetividade e objetividade. Um encontro entre o que está na superfície: os símbolos, o esforço, a técnica; e as formas que se podem traduzir: a interpretação, o sacrifício envolvido, a expressividade e intuição.
A fotografia “borrada” ou “blurry”, transcende uma mera preferência estética, convidando os observadores a um universo para além da nitidez, onde o sentimento e as formas predominam. Desde o início da fotografia, este tipo de técnica tem sido intencionalmente utilizado para romper com as convenções, registando de forma visceral o movimento, a emoção e a natureza transitória do tempo num único enquadramento.
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Local: Centro de Documentação