Aprender com o passado – Chiado, 30 anos depois
Para o comandante do Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB), a cultura de segurança na altura era “deficitária e insipiente”. Esta era uma época “em que se combatiam incêndios sem luvas e de mangas arregaçadas”.
As imagens da “catástrofe”, assim considerou a imprensa, chegam aos nossos dias graças à cobertura jornalística. Nesse dia 25 de agosto, Diário de Noticias e Diário de Lisboa esgotaram duas edições, recordou Ana Peixinho, da Universidade de Coimbra.
As ruas do Ouro, da Assunção, Crucifixo, Nova do Almada, Garrett, do Carmo, e a calçada do Sacramento, com poucos residentes, delimitaram a área do incêndio, que “destruiu totalmente 11 edifícios”. O Chiado, com 4452 habitantes em 1960, tinha, vinte anos depois, 2656, e em 1991 pouco mais de 1500 habitantes, Os números foram revelados por Eduardo Henriques, da Universidade de Lisboa. Só onze anos mais tarde as portas dos antigos Armazéns do Chiado voltaram a abrir.
Investimento de 20 M€ na Escola do RSB
A ligação ao mundo académico é “essencial” para a preparação dos operacionais do RSB. Carlos Castro, ex-vereador da Segurança, defendeu ainda a harmonização dos procedimentos, em todo o país, para bombeiros profissionais e voluntários. A medida, considerou, passa pela formação articulada a nível nacional.
Lisboa está preparada, e forma, já hoje, sapadores de vários concelhos, numa escola que tem uma “dimensão nacional”. O investimento da autarquia na escola do RSB, no Quartel Central de Chelas, será de cerca de 20 M€, avançou Carlos Castro.