Cultura

Câmara Municipal de Lisboa lamenta profundamente a morte do escritor Luís Sepúlveda

A CML lamenta profundamente a morte de Luís Sepúlveda e envia condolências à família e amigos do escritor chileno, falecido a 16 de abril, aos 70 anos.


Autor de dezenas de novelas, livros de viagens, guiões e ensaios, Sepúlveda deixou o seu país em 1977, em plena ditadura, e depois de um périplo de anos por vários países da região, acabou por se fixar em Espanha.

Ativista político, jornalista e grande viajante, tinha uma atração especial por diferentes culturas e etnias, quiçá devido à sua ascendência indígena.

Alguns dos seus livros – traduzidos em mais de 60 línguas – foram adaptados ao cinema, como aconteceu com o célebre “O velho que lia romances de amor”. Outros, valeram-lhe vários prémios e distinções, quer no Chile, quer a nível internacional, tendo sido nomeado “Cavaleiro das Artes e das Letras” pela República Francesa.

Publicada no ano passado, “História de uma baleia branca” foi a última obra de Sepúlveda, para quem o escritor devia ser a voz  dos esquecidos e dos perdedores, já que os vencedores – afirmava – estão sempre em condições de escrever a sua própria versão da  história.