Contas 2014 dão confiança para o futuro
A Câmara Municipal de Lisboa tem “as contas em ordem e uma situação financeira sólida”, afirmou o vice-presidente da autarquia dia 26 de janeiro, numa conferência de imprensa em que apresentou os indicadores das contas de 2014. Para Fernando Medina a boa saúde financeira do município “permite apoiar melhor a cidade e investir melhor no futuro.”
O autarca, responsável pelo pelouro das finanças da CML, informou que no final do ano passado a autarquia apresenta um mínimo histórico de dívidas a fornecedores e também no prazo de pagamento, “tecnicamente uma situação de pronto pagamento”, frisa.
Considerando também que se verifica uma forte redução da dívida consolidada e tratando-se ainda de resultados provisórios, Medina é peremptório a afirmar que “Lisboa tem as contas certas”.
Entidade pública de referência
Fernando Medina lembrou que 2014 foi um ano muito exigente do ponto de vista financeiro, “pela necessidade que tínhamos de atingir três objetivos num ano particularmente adverso”: apoiar mais a economia, reforçar a solidez estrutural das finanças da câmara e lidar adequadamente com a evolução da sua dívida, num momento em que a autarquia enfrentava contingências associadas ao processo Bragaparques e à extinção da EPUL.
“Atingimos esses objetivos e é com enorme gosto que o transmito”, revelou o vice-presidente da autarquia. “Tivemos mais capacidade para apoiar a economia da cidade, reforçámos a solidez financeira da autarquia e aumentámos a capacidade de investimento no futuro”, rematou.
Quanto à redução “muito significativa” da dívida a fornecedores Medina revelou que no final do ano passado esta se quedou nos seis milhões de euros, lembrando que em 2006 era de 459 milhões de euros e em 2009 cifrava-se em 109 milhões. E salientou que a média do prazo de pagamento foi reduzida para sete dias (em 2006 era de 324 e em 2009 de 100 dias), o que equivale a uma situação técnica de pronto pagamento.
Um valor que a câmara fará ainda um esforço para reduzir mas que “nos aproxima das melhores práticas das instituições da Administração Pública”, disse, adiantando que a Câmara Municipal de Lisboa é desta forma transformada numa “entidade pública de referência”.
Confiança no futuro
Ao assegurar uma situação de pronto pagamento, a Câmara Municipal de Lisboa não só assegura melhores condições de negociação com os fornecedores como facilita a vida e a gestão de tesouraria das empresas, diz Fernando Medina, asseverando que este é um objetivo que o atual executivo quer manter “como pedra de toque” da atuação do município.
Também no que diz respeito à divida consolidada da autarquia, que envolve os resultados das empresas municipais e conta para a aferição dos limites de endividamento do município, a situação é encorajadora e o autarca revela que, excluído o efeito Bragaparques, no final de 2014 foi reduzida em mais de 20 por cento do seu orçamento.
Ainda excluindo o efeito Bragaparques, no gráfico apresentado por Medina a dívida no final de 2014 é de 516 milhões de euros, uma diferença de menos 127,2 milhões de euros em relação ao resultado de 2013 (643,2 milhões). “O que dá bem conta do esforço feito no ano passado”, afirmou.
Mesmo considerando o efeito Bragaparques, a Câmara Municipal de Lisboa terá reduzido a sua dívida em 25,5 milhões de euros. O que constitui para o autarca “um resultado da maior importância”, pois significa que a autarquia absorveu já aquele efeito ainda antes de proceder à alienação dos terrenos.
Para Fernando Medina “Lisboa tem as contas certas” e estes resultados dão confiança à autarquia para 2015. “Estamos em melhores condições para prosseguirmos os objetivos que nos propusemos”, concluiu.
<media 32591 _blank external "UNDEFINED, Contas CML2014 26-01-2015, ContasCML2014_26-01-2015.pdf, 313 KB">Apresentação de Fernando Medina</media>