Descentralizar não é privatizar


A reforma administrativa da cidade de Lisboa, descentralizou para as 24 Freguesias da cidade muitas competências do Município, na área da higiene urbana, gestão e manutenção de equipamentos de proximidade ou espaço público.

Mais descentralização significa Freguesias mais fortes, um governo mais próximo, gestão mais eficiente, melhor qualidade de vida para todos.

O Município tem de transferir para as Freguesias os meios necessários para o exercício destas competências. Meios financeiros, instalações, equipamentos e recursos humanos.

A lei que aprovou a reforma administrativa garante aos funcionários municipais transferidos para as freguesias a plenitude dos direitos adquiridos.

Desde logo a manutenção dos trabalhadores da administração pública. São integrados nos quadros da Freguesia com todos os direitos próprios dos funcionários públicos.

As Freguesias são autarquias locais e a relação laboral continua a ser de direito público.
Não há privatização
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Os trabalhadores conservam também os direitos adquiridos, como antiguidade, horário ou prestações salariais complementares.

Ainda conservam os direitos específicos dos trabalhadores do município, como o acesso aos serviços de medicina do trabalho, creches e refeitórios municipais, serviços sociais da CML.

Não há privatização, nem perda de direitos.

O município conservará os necessários lugares cativos no seu mapa de pessoal, para que qualquer dos funcionários possa regressar se alguma vez a Freguesia decidir recorrer ao outsourcing do serviço. Assim como garante os direitos que os funcionários venham a adquirir ao serviço da Freguesia.

Esta reforma foi concebida e proposta com ampla participação da cidade e debate nos órgãos municipais ao longo de 5 anos, foi consagrada em lei da Assembleia da República e amplamente apoiada em duas eleições autárquicas.
Queremos Freguesias mais fortes e um governo da cidade mais próximo e participado.

O presidente,

António Costa

Descentralizar é melhor serviço público