Presidente da Estónia recebeu Chave de Honra da Cidade
Membro da NATO há 22 anos, a Estónia esteve “no centro das tragédias do século XX”, sofrendo a “devastação da Segunda Guerra Mundial” e a “ocupação soviética durante décadas”, começou por assinalar Carlos Moedas. Hoje, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), a Estónia “reconstruiu as suas instituições, reestruturou a sua economia e restaurou a sua sociedade civil”.
O pequeno país do Báltico, com 1,3 milhões de habitantes, “ocupa o 2.º lugar no mundo em liberdade de imprensa, segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, o 2.º lugar em liberdade na internet e o 8.º em liberdade económica, segundo a Freedom House”, sublinhou Carlos Moedas.
Lisboa “olha para a Estónia com profunda admiração”. Por tudo o que alcançou em menos de quarenta anos, "a Estónia é agora um exemplo de sucesso global, um modelo para muitos de nós".
Com o “maior número de startups per capita na União Europeia” – mais de 800 por milhão de habitantes, e cinco vezes a média da UE – o país tem, ainda, o segundo maior rácio a nível mundial de empresas unicórnio por milhão de habitantes, vincou Carlos Moedas. A Bolt, um dos 17 unicórnios presentes em Lisboa, é um exemplo desse sucesso, disse, “com quem temos trabalhado em estreita colaboração" para regulamentar a mobilidade compartilhada.
“A vossa história aponta para o futuro”, que “queremos construir juntos”, concluiu o presidente da CML.