Contas de 2025 aprovadas em Lisboa
As contas da CML, em 2025, mostram que “passámos de um prejuízo de 9,9 milhões de euros (M€), para um resultado líquido de 63,2 milhões de euros”, afirmou Carlos Moedas na reunião de 21 de abril da Assembleia Municipal de Lisboa. Na execução do orçamento, a taxa foi de 85,3%, com o valor de 63% na taxa de execução do investimento, acrescentou.
A empresa municipal Lisboa Ocidental, SRU - Sociedade de Reabilitação Urbana registou, no ano passado, uma taxa de execução financeira de 85%, equivalente a 99,4 milhões de euros. A empresa entregou 459 novos fogos, o “maior número de sempre destinado a famílias com dificuldade em permanecer na cidade”, destacando que estas habitações “representam estabilidade, dignidade e futuro”.
Além da conclusão de “quatro creches (336 vagas), de três escolas e jardins de infância (798 alunos)", entre outras intervenções, a empresa foi distinguida com vários prémios, incluindo o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana e o Prémio Valmor, pelas obras no MUDE - Museu do Design; Parque Urbano Gonçalo Ribeiro Telles (Parque Urbana da Praça de Espanha) e Pavilhão Desportivo de Marvila.
Responsável pela gestão dos bairros municipais, onde residem “cerca de 12 % dos habitantes de Lisboa”, a GEBALIS - Gestão do Arrendamento da Habitação Municipal de Lisboa afirma-se como “a empresa que mais fogos gere a nível nacional: mais de 21 000 fogos e cerca de 66 000 moradores". De acordo com a proposta aprovada, a empresa “apresenta um valor de capitais próprios positivo, superior a 50% do capital social, encontrando-se, assim, em situação de equilíbrio”.
Em 2025, foram reabilitados 250 fogos e terminadas “15 mega empreitadas”. O ano ficou ainda marcado pela atribuição da organização do International Social Housing Festival 2027, “reconhecimento que posiciona Lisboa no centro do debate europeu sobre políticas de habitação pública”.
Na Cultura, o exercício de 2025 da EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural foi marcado por uma “forte aposta na descentralização" promovendo uma "distribuição mais justa e eficiente dos recursos, com envolvimento ativo das comunidades locais”. No documento apresentado ao executivo municipal, a empresa destaca, ainda, a reabertura do Padrão dos Descobrimentos, após obras de requalificação interna; a reabertura do Museu da Marioneta, com renovação museográfica, e a inauguração do Pavilhão Julião Sarmento.
Os resultados globais apontam para 1 988 atividades (aumento de 35%, face ao ano anterior), com 7 238 650 espectadores, mais 19% que em 2024.
Na mobilidade ciclável, a EMEL - Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa considera 2025 “um ano de consolidação e expansão”, com mais de 5 km de ciclovias, 60 km de vias 30+Bici e a manutenção de mais de 23 km de infraestrutura.
O sistema GIRA, diz o relatório, registou mais de 3,2 milhões de viagens, com uma rede que, no final do ano, chegava às 195 estações e que “continua a crescer”, com o objetivo de “garantir sempre uma estação a menos de 10 minutos a pé”.
No estacionamento na via pública, “um dos principais instrumentos de ordenamento do espaço público e de financiamento das políticas de mobilidade”, no final do ano havia 102 778 lugares, dos quais 15 032 reservados a residentes.
Em 2025, a rede de parques da EMEL integrou 42 espaços, e 7 061 lugares, registando-se um reforço da capacidade face a 2024 (+8%). Este mês, a cidade inaugurou o parque de estacionamento Condes de Carnide, com 387 lugares, em que os detentores do Passe Navegante poderão estacionar gratuitamente, prosseguindo depois o seu percurso em transporte público ou nas bicicletas da rede GIRA. O investimento, sublinha a EMEL, atingiu 9,3 milhões de euros, o “valor mais elevado dos últimos anos, representando um crescimento de +33,6% face a 2024”.
A Carris - Companhia Carris de Ferro de Lisboa, transportou 131,8 milhões de passageiros em 2025. A oferta programada, informa a empresa, foi de 35,4 milhões de km, com 93,9% de execução, e a taxa média de regularidade fixou-se em 83,45%, “evidenciando melhoria face ao exercício anterior”. Financeiramente, registou 184 milhões de euros em rendimentos operacionais e um resultado líquido positivo de 0,65 milhões de euros.
Os projetos apresentados, como a expansão do elétrico 15E até Santa Apolónia e a nova linha de elétrico 16 E, que ligará o Parque Papa Francisco a Santa Apolónia, “continuarão nas prioridades” da Carris. As linhas ocidentais de transporte em sítio próprio, Algés — Colégio Militar em Metrobus e o troço Alcântara - Algés / Miraflores – “já têm os projetos adjudicados”.