Município associa-se a homenagem a António-Pedro Vasconcelos
A proposta da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), aprovada por unanimidade a 24 de fevereiro último, pretende “eternizar a memória" de António-Pedro Vasconcelos na “casa da cidadania” da cidade.
“Era um homem de causas”, afirmou Gonçalo Reis, vice presidente do município, na cerimónia desta tarde, presidida por André Moz Caldas, presidente da AML. “Defendia sempre as suas ideias com uma elegância e com uma generosidade que ultrapassava, realmente tinha essa capacidade única de ultrapassar todas as barreiras”.
“Era impossível não gostarmos do António Pedro-Vasconcelos”, sublinhou, “porque era alguém generoso, era um homem de grande intervenção e sempre, sempre, sempre cheio de propostas”.
António-Pedro Vasconcelos nasceu em Leiria, a 10 de março de 1939, e morreu a 6 de março de 2024, em Lisboa.
"A sua carreira estendeu-se por mais de cinco décadas, cruzando criação artística, reflexão crítica e intervenção cultural. Licenciou-se em História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Nos anos 1960, viveu em Paris, onde contactou de perto com a Nouvelle Vague francesa, influência decisiva no seu pensamento cinematográfico e político. Nesse período, conviveu com cineastas e intelectuais ligados ao cinema de autor europeu. Antes de se afirmar como realizador, destacou-se como crítico de cinema, escrevendo em várias
publicações portuguesas e estrangeiras, numa altura em que o cinema era também um espaço de resistência cultural ao Estado Novo".