Dez anos desde ontem
A série de desenhos reflete um exercício que Nuno Lacerda leva a cabo há cerca de uma década. Num processo de reaproveitamento de materiais, o artista utiliza a mesma tinta verde acrílica, criando uma base de trabalho, um fundo que opera como denominador comum, onde deixa cair a tinta-da-china. Cada fundo é singular, distinto, ímpar e abstrato na ausência de uma figuração declarada. Neste gesto, Nuno Lacerda contesta a folha branca como vertigem do desconhecido. Guia o desenho, sobre um campo já previamente trilhado, construindo imagens na crista de outras.
A esta série de desenhos soma-se uma fotografia de grande formato, cuja figura se desdobra e nela se anuncia uma outra obra através de um QR Code que permite a visualização do vídeo Janela (2024).
Documentos
Local: Centro de Documentação