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Câmara de Lisboa ouve munícipes de Areeiro, Beato e Penha de França

A reunião descentralizada, no Pavilhão da Escola Básica Patrício Prazeres, recebeu e deu voz aos moradores das três freguesias, para procurar responder aos seus “problemas concretos”.


A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai “colaborar na resolução” de um problema nas instalações do Vitória Clube Lisboa, decorrente de uma tempestade que provocou a queda de muros e vedações, garantiu o vereador do Desporto, Vasco Anjos. Iremos “articular com os serviços da Câmara para que o licenciamento seja ágil e a despesa, que agora será perto de 250 000 euros, possa eventualmente ser enquadrada no Programa Municipal de Apoio ao Desporto”. Para isso, explicou, “teremos de resolver a questão quer do projeto do muro frontal e de traseiro e conseguir o licenciamento em tempo”.

A CML pavimentou já o percurso desde a Rua Carlos Botelho até à entrada do campo, disse a vereadora Joana Baptista, estando previstas mais intervenções com vista à criação de um parque de estacionamento e acabamentos envolventes. Os trabalhos de beneficiação e pintura de paredes, escadas e acessos custaram mais de 55 mil euros, acrescentou.

O campo, propriedade da CML é utilizado por cerca de 150 atletas e pelas seleções da Associação Futebol de Lisboa, recordou Pedro Gonçalves, da direção do clube.

Na rua Actor Vale, na Penha de França, a CML vai avançar com um projeto para requalificação da iluminação pública, de forma a aumentar a segurança no local. A questão, levantada por uma moradora, é “prioritária” e o projeto vai ser feito, garantiu Carlos Moedas, presidente da CML.

O concurso de ideias, lançado pela CML, para o Bairro Portugal Novo, vai ajudar a “definir o caminho para o desafio associado àquele edificado”. Em breve, haverá notícias sobre o processo, afirmou o vereador Vasco Moreira Rato. Está também em curso “a definição de critérios para a determinação do direito de aquisição”, que serão oportunamente partilhados com os moradores deste bairro do Areeiro, disse o vereador do Desenvolvimento Local e Habitação.

Outro bairro municipal, o Bairro Horizonte, será alvo de obras de urbanização que incluem “desde o saneamento ao abastecimento de água, ao enterramento das linhas de telecomunicações, ao conforto e segurança urbana, à melhoria da iluminação pública e do arvoredo”, garantiu Joana Baptista. “Todo o bairro em termos de projeto será considerado”.

No caso das moradias do bairro, esclareceu ainda o vereador da Habitação, o processo de alienação está em curso, “mas também é preciso termos mais manifestações de interesse (…) por parte dos restantes moradores”. Vamos “fomentar e ajudar a esclarecer tudo o que possa ser necessário para dar o apoio a essa manifestação de interesses”, salientou. Em breve, acrescentou, deverá avançar uma empreitada para obras de reparação nas coberturas e nos espaços comuns.

“Temos 28 escolas em Lisboa em péssimo estado e não podemos fazer [obras] porque não temos o dinheiro do Estado Central”, alertou Carlos Moedas. “Este é um assunto de extrema importância, é um assunto que desde há quatro anos eu levo como presidente da Câmara a discutir com os governos (…) da necessidade de termos estes recursos”.

Relativamente à Escola Luis António Verney, “cabe ao governo o financiamento da recuperação dessa escola”, salientou, por seu lado, o vereador da Educação Rodrigo Mello Gonçalves. Mas, acrescentou, “do lado da Câmara Municipal de Lisboa não ficámos parados: foi concluído o projeto preliminar para a recuperação da escola e neste momento decorre o concurso público de concessão para a elaboração do projeto de reabilitação”. A CML “avançou” com o financiamento do projeto, de 1,6 milhões de euros, "apesar de não lhe competir, mas, dado o estado da escola e a necessidade de começar a dar respostas, a Câmara avançou com a questão do projeto”.

A Segurança, nomeadamente no âmbito da proteção civil, e a Higiene Urbana foram outras questões abordadas pelos munícipes presentes.

A CML, com as juntas de freguesia, está a fazer “uma transição” para que “em 2027 seja a Câmara Municipal a fazer tudo, ou seja tanto a recolha como limpar à volta dos ecopontos, para que não haja esta divisão de responsabilidades que depois não corre bem”, afirmou Carlos Moedas.

Aos munícipes presentes, o presidente da CML sublinhou igualmente o trabalho que tem sido feito para a proteção dos lisboetas em caso de sismo, ou tsunami: “neste momento, com a ajuda das juntas de freguesia, temos 86 pontos de encontro de emergência para as pessoas se poderem dirigir no caso de uma catástrofe”.