Ambiente

Comissão Europeia visita obra do Plano Geral de Drenagem

Raffaelle Fitto, vice-presidente da Comissão Europeia (CE), acompanhado por Carlos Moedas, visitou hoje a obra do Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL). Este é atualmente o maior projeto de adaptação às alterações climáticas na Europa.


Esta é “a maior obra de adaptação climática da Europa”, afirmou Carlos Moedas. Os dois túneis do projeto, um de 5 km e um de 1 km, “são feitos graças ao esforço dos lisboetas, mas também ao esforço da União Europeia, através do programa “Sustentável 2030”, que garantiu a Lisboa um ”financiamento de 50 milhões de euros" para os dois túneis.

Durante as chuvas recentes, recordou o autarca, “o túnel que temos em Sete Rios, por baixo do Jardim Zoológico, já evitou que em Lisboa a situação fosse pior”. No dia em que estiver tudo construído, “nós evitamos as inundações em Lisboa e isso é importantíssimo para o nosso futuro”, salientou.

A obra do plano de drenagem, “é mais do que estes dois túneis”, afirmou. São também as bacias de retenção na Praça de Espanha, onde “se houver uma cheia, toda aquela zona torna-se uma bacia de retenção, evitando a cheia na cidade, ou aquilo que fizemos por baixo do Jardim Zoológico, que é um túnel com quase 3 metros de diâmetro”, integrados no PGDL.

Na visita ao estaleiro de Campolide, o vice-presidente da Comissão Europeia foi acompanhado pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, e pelos ministros do Ambiente e Energia e da Economia e da Coesão Territorial, Maria da Graça Carvalho e Manuel Castro Almeida. A presença em Lisboa de Raffaelle Fitto permite dar visibilidade internacional a uma obra “invisível ao olho das pessoas, mas visível por aquilo que faz, que é não termos cheias e, portanto, é muito importante dar esta visibilidade não só no país”, concluiu Carlos Moedas.

Este projeto é cofinanciado por fundos europeus, através do "Sustentável 2030".