Lisboa celebra centenário de Carlos Paredes
Da vasta programação, destacam-se concertos em locais que inspiraram o artista, como Alfama e o Tejo. A celebração estender-se-á além-fronteiras, com apresentações em cidades como Osaka, no Japão, reforçando a posição de Lisboa como um dos polos mundiais da cultura.
O programa, apresentado a 20 de janeiro, pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, pela ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, e Sara Pereira, diretora do Museu do Fado, em Alfama, combina tradição e inovação: inclui concertos em espaços emblemáticos de Lisboa, oficinas de construção de guitarras portuguesas, roteiros temáticos, palestras e recursos pedagógicos.
Para Carlos Moedas, "estas atividades não são apenas uma celebração, mas também um compromisso com o futuro da nossa cultura e identidade".
“Carlos Paredes ensinou-nos que a guitarra portuguesa não é só um instrumento, é uma voz que fala do passado e aponta o futuro: Lisboa tem a responsabilidade de ser a guardiã dessa herança", afirmou o autarca, destacando a ligação profunda do artista a Lisboa.
O “mestre da guitarra portuguesa”, acrescentou, foi capaz de transformar melodias populares em obras intemporais. A sua música, que conjugava saudade e modernidade, tornou-se um símbolo do património cultural português, “contribuindo para a popularização deste instrumento junto de vastas audiências”.
A sua obra continua a ecoar, unindo gerações e promovendo a guitarra portuguesa como um símbolo nacional. "Cada nota tocada reafirma que o fado é o coração de uma cidade vibrante e acolhedora", concluiu Carlos Moedas, celebrando o início de um programa que perpetuará a memória de um génio da música portuguesa.
Carlos Paredes, nasceu em Coimbra, a 16 de fevereiro de 1925, e morreu em Lisboa, a 23 de julho de 2004.
, contribuindo para a popularização deste instrumento junto de vastas audiências