Município investiu 400 M€ na remoção de amianto nas escolas
No debate de atualidade “Estado das Escolas no Município de Lisboa”, realizado a 10 de fevereiro na AML, Vasco Moreira Rato, vereador das Obras Municipais, fez um balanço das obras realizadas nos últimos anos pela autarquia e deixou uma garantia: “não me vão ouvir dizer que está tudo bem, mas as necessidades urgentes têm vindo a ser acauteladas com empreitadas trabalhos prioritários e urgentes”.
Em Lisboa, disse, há “28 escolas consideradas prioritárias com concursos lançados para financiamento”, relativamente aos quais “o Estado assumiu que iria realizar 100 por cento da despesa”. O desafio “é imenso”, sublinhou, apontando para “um investimento estimado de mais de 600 milhões de euros".
Além das escolas “prioritárias”, o universo do parque escolar do município de Lisboa integra 141 escolas. Apesar do “desafio”, o responsável pelas obras assegurou: “Não vamos perder a oportunidade de fazer bem feito. Não vamos fazer a correr, não vamos perder uma oportunidade que hipoteca os próximos 30 ou 40 anos”. Isso “demora tempo”, acautelou, e passa por “assegurar que as escolas passam a ter a eficiência energética, que devem ter a resistência sísmica que devem ter”.
Recentemente, foram feitos dois acordos com o governo “que estão a funcionar bem”, disse, “um para a escola Delfim Santos no valor de 320 000 €, e outro para a escola básica Vasco da Gama de cerca de 590 000 €”.
Em 2022, lembrou ainda Vasco Moreira Rato, a CML avançou com a remoção do amianto das coberturas em três escolas, num investimento superior a 400 milhões de euros, e entre 2021 e 2025 foram investidos 100 milhões de euros em todo o parque escolar, “#incluindo os valores que são transferidos anualmente do governo para a manutenção das escolas”.