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Conselho Municipal de Segurança avalia situações recentes em Lisboa

As imagens “chocantes”, no bairro Alfredo Bensaúde, constituem uma “preocupação muito grande” para os lisboetas, afirmou Carlos Moedas no final da reunião, esta tarde, do Conselho Municipal de Segurança. A PSP, disse, vai estar mais presente e com mais operações especiais de prevenção criminal, de forma permanente, nos próximos meses.


O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carlos Moedas, reuniu o Conselho Municipal de Segurança (CMS) restrito, que juntou os comandantes da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Lisboa, e da Polícia Municipal (PM), e o vice presidente da autarquia, para uma avaliação de situações “recentes e sensíveis” relacionadas com a segurança na cidade.

As imagens recentes no bairro Alfredo Bensaúde, “em que vemos indivíduos com armas de guerra, são inadmissíveis na nossa cidade”, afirmou o presidente da CML. “Aquilo que trago aqui foram, sobretudo, perguntas à PSP sobre aquilo que aconteceu, mas traz-me alguma tranquilidade saber que o número de operações tem aumentado”.

A PSP, sublinhou Carlos Moedas, está a aumentar o número de operações de prevenção deste tipo de eventos, “mais presente e com mais operações especiais de prevenção criminal e elas vão ser incrementadas de maneira constante”.

A CML, por seu lado, está presente nos bairros e “estamos a proteger estas pessoas, seja através do policiamento comunitário, do policiamento de proximidade, que é feito todos os dias”. Mas, acautelou, “é preciso dar-lhes garantias”.

Para o autarca de Lisboa, é importante a recolha deste tipo de armas: “como é que podemos recuperar armas que estão ilegais na nossa cidade, como é que isso pode ser feito, como é que podemos ter operações em que as pessoas podem dar as suas armas à polícia para elas poderem ser recolhidas e, posteriormente, destruídas”.

No final, Carlos Moedas deixou um alerta ao governo: “precisamos de, pelo menos, mais 500 polícias de Segurança Pública em Lisboa, perdemos nos últimos 10 anos mais de mil e, portanto, é preciso ter mais PSP e vou continuar a lutar por isso”.

Temos “uma grande Polícia de Segurança Pública, uma grande Polícia Municipal, mas precisamos de mais recursos, precisamos de mais Polícia e isso eu não me cansarei de pedir ao Governo Central”, reiterou.

A segurança “é uma função do Estado Central”, mas a câmara tem “ajudado” de várias maneiras. Na habitação, revelou, “libertámos hoje mais um edifício para poder ter casas para os nossos polícias em Lisboa e vamos libertar um outro edifício. É muito importante dar condições àquilo que hoje é tão difícil, que é viver na nossa cidade para as nossas Forças de Segurança”.