Policiamento Comunitário alargado ao Vale de Alcântara
“Este programa consiste justamente na identificação dos territórios que mais necessitam de intervenção policial e de melhorar as condições de segurança”, afirmou o superintendente José Figueira, comandante da PML.
“O policiamento comunitário assenta justamente na criação de parcerias com entidades locais, com o envolvimento de toda a comunidade”, sublinha o comandante, salientando a participação das juntas de freguesia, associações de comerciantes e de moradores, PSP e residentes do território, na fase atual de diagnóstico local e mobilização dos parceiros.
O Vale de Alcântara envolve três juntas de freguesia: Estrela, Campo de Ourique e Alcântara, com as quais a PML reuniu para preparar a intervenção no território. “Estamos a identificar os problemas do território para adequarmos o nosso policiamento àquele espaço”, explica José Figueira.
O modelo de policiamento comunitário prevê patrulhamento apeado e uma articulação regular com os parceiros locais, através de reuniões mensais e ações de sensibilização na comunidade, focadas em conselhos de segurança e autoproteção. Para o comandante da PML, esta abordagem é relevante porque “traz tranquilidade social e permite um maior diálogo para a identificação dos problemas de cada território e, consequentemente, uma resolução mais simples e rápida”.
Quanto à operacionalização, a PML prevê a definição do perfil da equipa, a seleção e formação dos elementos e o início do patrulhamento com presença constante no território. As equipas são constituídas “de acordo com o seu perfil” e “de acordo com as necessidades do território”, garantindo uma resposta ajustada à realidade local.
O Policiamento Comunitário em Lisboa é um modelo inovador em Portugal, e considerado internacionalmente como uma boa prática de segurança urbana. O papel tradicional da polícia é alargado, em articulação com os parceiros locais, para aumentar o sentimento de segurança e melhorar a relação de confiança entre a polícia e a população.