Dos Bastidores à Avenida
Marcha do Bairro da Boavista
Boavista à Cautela
Figurinista: Paulo Miranda
Na Marcha do Bairro da Boavista, o tema “Boavista à Cautela” recupera as histórias dos cauteleiros que percorriam as ruas de Lisboa a vender cautelas e transforma este imaginário num figurino pensado para surpreender na Avenida da Liberdade. Os homens representam os cauteleiros, as mulheres surgem associadas aos trevos da sorte. Entre cautelas, números, cores vivas e símbolos de fortuna, a proposta leva para as Marchas Populares uma leitura contemporânea de uma memória popular.
A imagem criada por Paulo Miranda cruza a tradição com uma linguagem visual inspirada na banda desenhada. O vermelho e o amarelo reforçam o contraste dos fatos, enquanto os balões de conversa, as cautelas ampliadas e os elementos ligados à sorte, criam uma composição gráfica com uma forte presença cénica.
“A silhueta é tradicional, mantém-se a saia rodada, mantêm-se os corpetes. Mas eu gosto de fazer uma fusão entre o tradicional e o que é hoje atual”, afirma o figurinista.
Apesar da ousadia visual, os fatos preservam referências tradicionais das Marchas Populares. No figurino feminino, a saia rodada e o corpete mantêm a silhueta reconhecível; no masculino, a cintura subida, a faixa e a casaca evocam uma elegância de outros tempos. A partir dessa base, cores, acessórios e formas ganham uma expressão mais atual, articulada com a maquilhagem, a coreografia e a cenografia previstas para o desfile.
Na Marcha do Bairro da Boavista, tradição e surpresa chegam juntas à Avenida. “Idealizámos algo que nunca foi visto antes. Este ano a Boavista vai ousada”, afirma Paulo Miranda.
Quando os marchantes entrarem em cena, os cauteleiros, os trevos da sorte e a estética da banda desenhada ganharão movimento e darão à Avenida da Liberdade uma marcha com cor, energia e uma nova forma de contar a memória popular do bairro.
Organização: Associação Recreativa de Moradores e Amigos do Bairro Boavista






